O aumento do número de consumidores apresentando insatisfação com o serviço prestado pela Light é inegável. Desatenta, a população pode acabar pagando multas indevidas. Inúmeros consumidores têm reclamado contra o recebimento de termos de ocorrência (TOI) com supostas irregularidades quanto ao consumo de energia. Por essa razão, a fatura já chega com valores referentes ao financiamento do débito imputado de maneira abusiva.
Com uma dívida nada favorável, a Light foi a empresa mais processada pelos consumidores nos Juizados Especiais do TJ Rio em abril. A soma equivale a 6.397 novas ações e dispara em números quando comparada à segunda colocada, a BCP (dona da Claro, ATL – Algar, ATL, Telecom Leste), com 2.197.
A situação da concessionária de energia tem atraído olhares nas últimas semanas, já que ela informou ao mercado que captou nada menos que US$ 600 milhões para pagar dívidas. Os recursos também serão utilizados para alongar financiamentos e reforçar a liquidez.
Não é difícil conhecer os casos em que a Light aplica o TOI alegando a ausência ou rompimento de lacres. Também é comum perceber o quanto a empresa age de forma arbitrária, retirando o medidor do local sem dar qualquer satisfação ao consumidor.
Esse tipo de procedimento é ilegal e só tem causado o aumento no número de processos. Portanto, se você foi vítima desse tipo de abuso cometido pela concessionária de energia, tome providências.
Na lista das empresas com mais processos, a Ampla ficou em terceiro lugar, com 1.711; seguida pela Telemar Norte Leste (dona da Oi e de seu setor de telefonia fixa), com 1.584; e Bradesco, com 1.369.
