A relação entre cliente e advogado é de pura confiança e profissionalismo. Se algo aconteceu para abalar esse relacionamento, o melhor a se fazer é, de fato, trocar de advogado.
Entretanto, para buscar por outro profissional que inspire confiança, é necessário seguir algumas etapas e estar atento aos custos envolvidos.
No post de hoje, vamos esclarecer os pontos mais relevantes para quem busca fazer essa substituição no meio de um processo. Vamos lá!
Pagamento dos honorários ao trocar de advogado
Caso você realmente tenha decidido fazer essa troca após o pagamento dos honorários iniciais, nada impede que o processo seja conduzido por outro profissional.
Apesar disso, lembre-se que ao passar a ação para outro advogado, com ela também vai o direito de receber os honorários de sucumbência, valor repassado para o advogado que venceu.
Eles são fixados pelo juiz, na sentença e são pagos diretamente pela parte que perdeu o processo para o advogado vencedor.
Em geral, a chance de êxito no processo (que pode ser estimada em 50%), deve ser compensada pelo cliente, pagando a metade do valor estimado dos honorários de sucumbência. Essa regra não é para todos. O mais importante é que você pergunte ao seu advogado sobre uma possível compensação desses valores.
Contratos de êxito
O contrato de êxito é uma forma de facilitar o pagamento dos honorários contratuais, no final do processo, se o pedido da ação for julgado procedente.
Isso costuma acontecer quando o advogado vê uma grande chance de se sair vencedor na demanda. Isso porque nenhum advogado pode garantir que caso algum seja “causa ganha”.
Mas, quando as probabilidades apontam para uma solução a favor do cliente, o advogado pode deixar o recebimento de todos os honorários a que tem direito para esse momento futuro, quando a decisão judicial transitar em julgado e o condenado, finalmente, pagar o que deve.
Portanto, pergunte ao seu advogado quais as condições para pagamento desse valor, no caso de você se sair vencedor com outro profissional.
Troca de juiz
A lei processual determina que o autor não pode escolher o juiz que irá julgar a sua causa. Assim, mesmo que o magistrado de uma cidade seja muito mais especializado no assunto, depois que o processo estiver em curso, não haverá possibilidade de mudar o lugar onde ele está.
Além disso, existem regras de competência dos juízes que os advogados simplesmente devem obedecer. Se o juiz desconfiar que o advogado está tentando escolher o juiz que mais gosta poderá determinar que o processo seja distribuído novamente.
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